No dia que a China anunciou uma nova medida de censura ao Google me sinto inspirado a falar um pouco desse tema tão antigo é ao mesmo tempo tão corrente no nosso mundo livre e civilizado sem nenhuma ironia é claro.
Cubram os olhos
Tapem os ouvidos
Gritem blasfêmias
É um absurdo
A violência dominou a TV
O sexo contagiou quase tudo
Tente gritar
Tente esconder
É um absurdo
É um absurdo
Dá pra ocultar
Dá pra calar
É só ferir os olhos
Invalidar os ouvidos
Porque a verdade vem
Ela sempre vem
A Realidade é agonizante
Vamos criar um sonho para superá-la
Fechamos os olhos para arte
Ficamos inocentes demais para falar de sexo
Civilizados demais para ver violência
A sociedade das frutas se revoltou
Os jornalistas com coletes ficaram horrorizados
A instituição familiar não estava falida era só uma crise financeira
Que fez alguns roubarem dólares
Outros matarem pobres
E alguns entrarem para incrível clube do trafico
Ladrões de branco celestial
Pederastas de dedos sujos
Vagabundas recalcadas
Formaram a censura enrustida
A ditadura disfarçada
Mas que isso?
Vamos prezar pelos costumes nulos
Pela moral ilusória
Vamos curtir nossa linda história
Até fazer bodas de sangue
Que tal os fortes nos dominarem
Que tal fingir que está tudo certo
Vamos calar aquilo que simplesmente não interessa
Mas não dá
Podem tentar
Atentar
Cobrir
Atacar
Mortificar
Até matar
Não há saída
Não existe escapatória
Porque no fim
Somos seres humanos
E nosso país
Ah o nosso país
Nosso país mais é que tenso
Nosso mais é devasso
E pra China?
E para o mundo de poderosos que insistem em calar inocentes?
Pego emprestado palavras que por mais antigas nunca deixaram de serem atuais.
“Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera inteira."
Ernesto Che Guevara
(A imagem usada no Post é de um gênio vale a pena conferir mais do trabalho dele)
terça-feira, 23 de março de 2010
segunda-feira, 22 de março de 2010
Cinzas
A certeza que o fim chegaria nunca tornou as coisas mais fáceis
Só serviu pra deixar mais intensa a tortura dos segundos
E mais intenso o segundos da tortura
Cada despedida ficou mais dramática
Cada briga mais emblemática
Em vão contra o tempo ele lutou
Além do possível ele acreditou
Mas realidade consumiu as flores
Queimou os sonhos
Incinerou tudo até restar só cinzas
Então ele compreendeu
Que não adiantava gritar
Lutar ou chorar
As coisas são como devem ser
Nem boas nem ruins...
... Apenas são
O final feliz é só mais um ponto de vista mal interpretado
Estranho na frente do espelho
Preso em suas idéias
Sentia-se cada vez mais solitário
na presença dos seus amigos vazios
Com palavras ainda mais vazias
Amigos..
Mais um termo fático de caráter
Meramente interpretativo
Porque não dizer conhecidos físicos
Ou mais uma vez cinzas.
Ignorado
Relutado
Exilado de si próprio
Essa perseguição intelectual de tentar compreender
O valor das coisas o definhava, o destruía
Até que um dia exausto de tentar
De ver e de pensar
Apenas se jogou de cabeça no jardim a queimar
Não porque tinha cansado de fugir, de sofrer e de correr
Mas porque tem coisas que apenas devem ser feitas
Não há muito o que fazer
Não há muito o que pensar
Tudo são cinzas.
Só serviu pra deixar mais intensa a tortura dos segundos
E mais intenso o segundos da tortura
Cada despedida ficou mais dramática
Cada briga mais emblemática
Em vão contra o tempo ele lutou
Além do possível ele acreditou
Mas realidade consumiu as flores
Queimou os sonhos
Incinerou tudo até restar só cinzas
Então ele compreendeu
Que não adiantava gritar
Lutar ou chorar
As coisas são como devem ser
Nem boas nem ruins...
... Apenas são
O final feliz é só mais um ponto de vista mal interpretado
Estranho na frente do espelho
Preso em suas idéias
Sentia-se cada vez mais solitário
na presença dos seus amigos vazios
Com palavras ainda mais vazias
Amigos..
Mais um termo fático de caráter
Meramente interpretativo
Porque não dizer conhecidos físicos
Ou mais uma vez cinzas.
Ignorado
Relutado
Exilado de si próprio
Essa perseguição intelectual de tentar compreender
O valor das coisas o definhava, o destruía
Até que um dia exausto de tentar
De ver e de pensar
Apenas se jogou de cabeça no jardim a queimar
Não porque tinha cansado de fugir, de sofrer e de correr
Mas porque tem coisas que apenas devem ser feitas
Não há muito o que fazer
Não há muito o que pensar
Tudo são cinzas.
sábado, 20 de março de 2010
Resistência Desarmada
Estou farto dos olhares piedosos
Das palavras fúteis
Das idéias inúteis
Das santas putas
Do povo de pensamento repetitivo
E cansativo que não cria nada de novo
Não quero mais ver dedos apontados
Ser tirado de culpado
Vivo em mundo doentio
Tudo que é muito ruim passa a ser adorado
As pessoas estão vazias
As crianças não crescem
É uma epidemia
É um genocídio intelectual
Eles têm armas
Eles têm força
Eles têm muito peito
Podem palavras ao vento derrubar um muro?
Pode um grito no escuro ser escutado?
Não sei
Mal me preocupa saber
Pouco me interessa o futuro
Pouco me importa o que eles pensam
Que os vermes consumam suas almas
Como a alienação moderna consumiu suas mentes
Eu só não quero ser mais um
Eu só não quero ser igual
Sentar e aplaudir o espetáculo da degradação humana
Então eu resisto
Então escrevo
Vivo a persistência da memória
Mesmo que isso carregue o fardo da loucura
Que a sinceridade seja o maior dos meus pecados
E se a loucura for o maior dos males então que seja
"Sou louco porque vivo em um mundo que não merece minha lucidez"
E pelo menos pra mim as pessoas loucas são bem mais interessantes hehe
Um louco
Uma resistência
Um exército..
..de palavras
Entre e fique de pé!
A casa nunca será sua!
Resistência Desarmada
Das palavras fúteis
Das idéias inúteis
Das santas putas
Do povo de pensamento repetitivo
E cansativo que não cria nada de novo
Não quero mais ver dedos apontados
Ser tirado de culpado
Vivo em mundo doentio
Tudo que é muito ruim passa a ser adorado
As pessoas estão vazias
As crianças não crescem
É uma epidemia
É um genocídio intelectual
Eles têm armas
Eles têm força
Eles têm muito peito
Podem palavras ao vento derrubar um muro?
Pode um grito no escuro ser escutado?
Não sei
Mal me preocupa saber
Pouco me interessa o futuro
Pouco me importa o que eles pensam
Que os vermes consumam suas almas
Como a alienação moderna consumiu suas mentes
Eu só não quero ser mais um
Eu só não quero ser igual
Sentar e aplaudir o espetáculo da degradação humana
Então eu resisto
Então escrevo
Vivo a persistência da memória
Mesmo que isso carregue o fardo da loucura
Que a sinceridade seja o maior dos meus pecados
E se a loucura for o maior dos males então que seja
"Sou louco porque vivo em um mundo que não merece minha lucidez"
E pelo menos pra mim as pessoas loucas são bem mais interessantes hehe
Um louco
Uma resistência
Um exército..
..de palavras
Entre e fique de pé!
A casa nunca será sua!
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