sábado, 20 de novembro de 2010

Muitas Vidas

Em uma visão mais esclarecida de lucidez momentânea eu cheguei a conclusão que somos mais injusto com a vida e do que ela realmente pode ser com a gente.


Eu falo muito, eu penso muito e consequentemente termino mudando muito minhas opiniões, apesar de se quer me lembrar se algum dia eu tive alguma opinião sobre isso, mas provavelmente sim, então antes que eu seja acusado de alucinado arrependido eu queria aqui manifestar minha profunda admiração pelas mudanças, não aquelas com caminhos e coisas fora de ordem que realmente destroem nosso dia-a-dia, mas sim aquelas que acontecem dentro das nossas cabeças e nos tornam pessoas nem melhores, nem piores, mas simplesmente diferentes.


Não, não é mais delírio súbito de desespero ou suprema felicidade, hoje eu verdadeiramente cheguei a essa conclusão. A conclusão que a vida não é nem tão ruim, não como a maior parte dos poetas cornos e meus textos deprimentes descrevem.

Pode não ser considerado um grande fato para maior parte das pessoas, mas é fato consumado que a maior parte das pessoas não me interessa. Enfim isso não é um discurso solidário, amoroso carregado de compaixão e preocupação com humanidade. Aqui se fala de mim e o que me importa. Tá na verdade é menos egoísta do que merece e mais solidário do que eu realmente desejava.


Voltando a vida, nunca poderemos ter tudo que queremos certo? Porém temos que reconhecer que na maior parte das vezes mal sabemos o que queremos de verdade, o que realmente vai nos fazer diferença, vai nos fazer sorrir no fim do dia e vai fazer sentir saudade.

Tudo o que temos é uma ideia generalizada do que almejamos baseado em comerciais de margarina, nos filmes de amor e nas musicas britânicas tristes. Isso é a ordem natural das coisas é o que as pessoas fazem, seguem um fluxo uma ordem e quando essa ordem não dá certo, ai sim nós procuramos um culpado e a vida, o destino, Deus. São sempre uma ótima solução quando não sabemos justificar nossos próprios erros ou si quer os entramos.


O que eu posso dizer é que sempre podíamos ter feito algo mesmo quando não sabíamos o que fazer e nem imaginávamos que algo podia dar errado, mas sempre tivemos a chance de perceber, de agir, de fazer alguma coisa. E se mesmo assim algo não aconteceu como queríamos não significa que não nossa culpa, que é culpa de alguém ou até mesmo um erro. Certas coisas apenas acontecem para que a gente possa aprender com elas. Ou não, vai ver é para que possamos escrever textos sem sentido para postar em blogs sem objetivos, tá é brincadeira.

Enfim a questão é: a vida não é culpada por nada, ela não é terrível, triste, escura ou vazia. Ela é incrível. Ela é incrível porque ela pode mudar a cada minuto, ser seu maior sonho, seu maior pesadelo, te fazer morrer de rir ou viver chorando e no outro dia ainda sim ser outra coisa. Ser uma nova vida e ainda sim ser a sua vida.


Esse texto é uma forma de me desculpar, se das vezes que generalizei demais, realidade baseada na minha realidade, eu tenho meus bad days e eles me realmente me inspiram mais a escrever, mas não tem nenhum mal em escrever sobre coisas boas de vez em quando. De vez em quando que fique bem claro. hehe

domingo, 14 de novembro de 2010

Eu Trai

Eu sou egoísta
Me vendi por muito
Me encantei com tanto
Me calei do nada
Trai a mim mesmo
Mas é que protestos fazem tão pouco sentindo
Quando estamos na abundância

Minha mente é escravizada
Serve a tristeza que lhe consome
Que lhe devora e lhe explora
Sua fome insaciável pelo novo
Me guia à um assassino
E seus motivos
Seus passos
Seus cumplices
Sua sagrada lógica doentia
Bendito assassino do contentamento
Maldito pai da lucidez

Eu não sei por quê?
Eu sei para que?
Mas de uma forma de outra é angústia que me estimula
Que me elucida e me transforma
De alguma forma inexplicável
O sofrimento parece um conselheiro mais inteligente
Do que a própria felicidade

Vai ver somos todos egoístas
E só nos importamos com nós mesmos
Vai ver não exista uma razão ideal
E sim a sua, a minha razão ideal
Quem sabe se os melhores poemas de amor
Não foram escritos quando já não havia amor
Vai vê só havia sofrimento, dor e saudade
Quem sabe?
Quem sabe?

Eu só sei
Só sei..
..que eu só me sinto estimulado
Por essa onda embriagante chamada tristeza
E quando não estou triste
De alguma forma procuro estar
Procuro onde essa tristeza pode estar
Eu a idealizo
Me lamento
E a chamo
Canto sua mesma musica triste
Lhe faço poesia uma sofrível poesia
Dançamos pela noite escura, chuvosa, solitária e vazia
Perdemos nosso tempo com gente desprezível
Ninguém em especial apenas nós mesmos
Dizemos as mais falsas mentiras
Discutimos qual foi nosso melhor sofrimento
Nosso pior pensamento
Enfim nós cansamos de tanto depreciação, choro e arrependimento
Então ela tira toda roupa e fazemos amor sem amor
Deitamos na cama vazia, mais vazia do que minha própria mente
Trocamos injurias, depressões, planos de suicídio e homicídio.
Então minha mente funciona
E eu consigo escrever e pensar novamente
Consigo enfim protestar
Resistir

Desculpa não conseguir escrever quando estou feliz
Desculpa por ter traído seus princípios
Desculpa não ter sido resistente quando não tinha o que resistir
Eu prometo de hoje em diante ser um jhow pensante
Na felicidade ou na alegria
Na saúde ou na plenitude
Claro desde que eu tenha infelicidade de amante
Mesmo que seja sua versão chinesa
Fabricada tão descuidadamente
Mas enquanto tiver Radiohead e más lembranças
Eu chego lá
Não irei trair de novo alguém tão importante pra mim
....Eu mesmo

Resistência Desarmada