terça-feira, 26 de junho de 2012

Dream baby! Dream!


Olhos fechados.
Olhos abertos.
Sonhos despertos e sonhos profundos
Devaneios imaginários de uma alma necessitada.
3, 2, 1.
1, 2, 3.
Não é porque o dia raiou que o céu deixou de ter estrelas, você apenas precisa se esforçar mais para vê-las.  
Dream baby! Dream! 

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Monólogo da Resistência


Não há outro lugar onde os altos e baixos da minha corriqueira vida, estão tão explícitos como nesse Blog, por mais que tenham sido poucas postagens, foram momentos que realmente precisava dizer palavras que ninguém além de mim mesmo, compreenderia a ouvir. Não era questão de falta de amigos (por mais que algumas vezes realmente fosse), mas tem coisas que somente você pode fazer.
Resistência Desarmada foi um conceito criado no auge daquela revolta juvenil, que bate na gente quando três coisas simultâneas acontecem: Conhecer os movimentos socialistas, se revoltar com humanidade e querer fazer algo útil para alguém além de si mesmo. Bom depois de um tempo você cansa de pensar em tanta gente, principalmente quando você não vai tão bem, então percebe que sabe menos da vida do que gostaria e se deixa seduzir demais pelo capitalismo pra pensar em movimentos tão sociais.
No fim Resistência Desarmada virou um projeto sobre mim. A história de jovem que resistia a si mesmo e ao mundo sem saber por que e pra quê. E isso faz muito sentindo pensando agora, durante todos esses anos, creio que a maior resistência que eu tive que encarar todos os dias, foi eu. Eu achanado que ainda não tinha feito bastante, eu querendo agradar pessoas, eu sofrendo antes da hora, eu pensando demais, eu me cobrando sempre mais e mais.
Querer ter segurança em tudo que se faz, causa um desgaste físico e emocional considerável em qualquer um, isso mesclado à ansiedade de ter que realizar todos os sonhos de uma vida em um dia, transforma qualquer história em uma gangorra de frustrações.
Eu tinha muitos problemas, eu tinha eu como problema, mas a vida tá ai pra gente viver, escrever e vencer. Nem só de tristezas foram esses escritos. Mesmo reconhecendo que eu tenho um talento nato para literatura depressiva.
Nesse Blog eu fiz minhas primeiras grandes considerações sobre a vida, sobre meu olhar sobre o mundo e as pessoas que nele vivem, tudo mudava em um ritmo tão acelerado à ponto de eu alterar minha opinião post pós post ou considerar e até mesmo abstrair qualquer sentença para evitar um erro posterior.
Escrever me faz bem, as palavras não só organizam meus pensamentos, elas me ajudam a continuar pensando, mesmo quando não restava nenhuma força para tentar.
Ter criado esse Blog entra para lista das coisas que mais me fizeram bem na vida, naquelas pequenas coisas que eu sei que fiz bem, certo e bonito.
Não sei se um dia eu deixarei de escrever por aqui, mas tenho plena certeza que tudo isso que eu criei, de alguma forma sempre vai me ajudar a resistir. A resistir de tudo e à todos. Não porque eu sou uma eterna vitima do mundo, mas porque meu mundo é uma eterna vitima de mim mesmo, fico feliz que cada vez menos.
Resistir em seu conceito mais amplo aqui é mais que sobreviver e se prepara sorrindo para outra bad. Resistir aqui é perceber que a única coisa que basta nessa vida para te fazer sofrer e vencer é você. É por mais que esse monólogo semi esquizofrênico digno de Edward Norton parece não fazer sentindo nenhum, não seja tão rebuscado como anteriores e quase ninguém leia, eu não ligo.
Eu resisti!





sábado, 23 de junho de 2012

Desabafo


Eu poderia dizer que fiz mais que o bastante, tudo certo, que não faltou nada, mas a ideia de auto perfeição não condiz muito com pensamentos de alguém ponderado. E nesse caso é mais do que inocência que alguns atos soaram um tanto errados, muito pelo contrário eu vivo o esplendor da realidade, a nomeação dos erros, a familiarização com o fracasso.
O problema não é o problema, mas a constatação de que há bem pouco a se fazer, para não dizer nada. Acabaram-se os planos, se apressaram os relógios, se esgotaram as chances.
 Você não pode mudar as pessoas.
Carece de muito tempo, paciência e inocência acreditar que elas ainda possam mudar.
Talvez necessite de mais que isso, quem sabe falta amor, quem sabe dor. Quem sabe ambos.
As pessoas sempre serão um mistério, desisto eu da tentativa de compreender o que não pode ser compreendido em sua totalidade.
Me desculpo pelos erros.
Me calo pro sentimentos.
Desisto das frustações de esperar e esperar.
Estou cansado das críticas, pasmo com a incompreensão e desgastado com tanta decepção.
Quando as pessoas que mais te amam na vida te enxergam monstruosamente, algo além de ego e espelhos quebram para você. Principalmente se elas costumavam te ver melhor do que você mesmo se via.
O único benefício de algo completamente destruído é o surgimento de algo totalmente novo. Tudo passa e a dor também passará.
Não choremos pelos cacos.
Não lamentemos as derrotas.
Que os mortos sejam enterrados.
 Erros acontecem. De novo e de novo.
 Farei igual os relógios, comprarei baterias novas e ganharei um novo tempo.
Um tempo novo para um mesmo um homem.
Um novo destino para uma mesma vida.
Não sei se um dia não faltarão pessoas.
Ou se no inverno fará sol.
Não sei se quer, se faz diferença.
Será mesmo possível viver todos os sonhos, já sonhados?
Enfim, hoje não faço questão de respostas.
De ouvidos, abraços ou sorrisos.
Estou cansado até de mim mesmo.
Que isso não seja murmúrios de um vida mimada.
Que não encarem como um grito por atenção no meio ao desespero.
Que não seja motivo para análises e suposições.
Que não seja digno de pena.
Que não seja mais um distúrbio da realidade ou um incômodo para mentes tão ocupadas.
São apenas sentimentos espirrados em monólogo inconsciente sobre dor, carência e cansaço.
Um auto desabafo em busca de algo.
Em busca de fé, de força, coragem...
Acima de tudo em busca de si mesmo.
Em busca de resistência.

RESISTÊNCIA DESARMADA