Gritos, lágrimas, pensamentos e acima de tudo resistência.
Não gosto de TV na maior parte das vezes ela subestima minha inteligência e quase nunca me desafia a um pensamento racional inspirador, mas para entretenimento e notícias manipuladas é interessante, fora que é quase obrigatória para ter se uma conversar decente com pessoas de baixo nível intelectual sem precisar citar o Corinthians. Mas esse post não é sobre TV.
Os drogados, psicóticos, depressivos e depravados não são piores nem melhores que qualquer outra pessoa comum eles só escolheram aproveitar a vida de outra maneira com outra intensidade. Alguns viveram bem menos por isso, mas quem pode dizer que eles não viveram o bastante nesse pouco tempo, quem pode medir a felicidade ou a satisfação de toda uma vida ou até mesmo julgar o que é pouco ou muito.
Dentro os mais diversos modos de viver o único ilícito é aquele que não vive, aquele que não sonha, não age, não possui perspectivas e não se deixa levar por nenhum dos seus impulsos. É o coma sociológico, o vegetalismo consciente, a morte em plena vida.
Fico frustrado por não ter tido essa percepção da vida antes, mas antes um dia, do que dia algum.
Precisei ser descensurado pelos filmes franceses, ser entorpecido Woody Allen e ter algumas conversas com estranhos projetos de boêmios racionais, que sim alguns eu ainda acho estranhos, porém não mais errados ou mais certos do que eu. No fim também sou um estranho incompreendido. Logo eu estou começando a gostar dos estranhos, acho que tenho algo em comum com eles.
Independente das escolhas qualquer pessoa sempre valerá a pena desde que ela seja sincera e que quando você converse com ela você sinta em seus olhos quem ela só está sendo ela mesma.
Viva os poetas boêmios, os gênios drogados, os ménages com amor e as pessoas normais, todos que fazem da vida o melhor possível na sua concepção.