segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Sobre o passado, o futuro e o presente

Irônico pensar que a gente passa tanto tempo querendo voltar ao passado para concertar erros irreparáveis e outras tantas vezes apenas ficamos ansiosos pelos rumos que tomaram o futuro.
A verdade é que estamos acostumados a ignorar o presente, fechamos os olhos e apenas transgredimos sua existência.
O presente é agora, acaba muito rápido. Não fiz nada, não decidi coisa alguma, pisquei e ele já se foi. Não dá planejar, anteceder ou se preparar, o presente é a pura materializarão do viver, a gente se joga e torce pra não se machucar muito nas quedas.
Talvez ainda dê pra corrigir alguns erros do passados ou o futuro não seja tão ruim como pode parecer. Não dá pra saber e pouco há o que se fazer.
Sobre esse eterno devaneio da humanidade de regressar ao passado e prever o futuro, aos poucos me acostumo e me contento de apenas tirar o melhor do presente.
No fundo eu sei, eu tenho mais do que certeza, que se pudesse voltar no tempo e sentar frente a frente comigo mesmo por alguns segundos, não desejaria dizer muita coisa, ficaria mais do que satisfeito só de me ver novamente com tanto brilho nos olhos, sonhos e esperanças.
Não tenho mais estigmas com passado e nem exaltações com o futuro, tiro melhor do presente, vivo com o que tenho e me recupero dia após dia, para fazer o que faço de melhor.

Resistir! 

sábado, 28 de setembro de 2013

Resista!

Fico feliz que independente da fase que esteja passando na vida o título desse Blog sempre parece me definir muito bem, afinal seja se afundando em tristeza ou se erguendo das sombras de algum jeito estamos sempre resistindo.
Provavelmente eu nunca antes tinha resistido tanto como esse ano, foi difícil, penoso, sofrível, mas de alguma forma sustentável tudo de ruim e pesado que somos obrigados a lidar nos ajuda, nos impulsiona e nos torna mais forte.
Não vou dizer de forma descartável e simplória que tudo passa, mas a gente sobrevive, resiste e enterra tudo com um sorriso.


quarta-feira, 5 de junho de 2013

Às Vezes Eu Preciso Correr




Às vezes eu preciso correr.
Começa como uma tentativa de andar até esquecer do passado.
Até virar uma caminhada para chegar mais perto do futuro.
E sempre termina do mesmo jeito.
Cansado, ainda assim mais forte para aguentar o presente.
Não por ter maiores esperanças de ganhar uma medalha no fim.
Mas apenas por ser de novo lembrando do porquê de correr.
E essa corrida não é só por mim.
É por você!

Alguns diriam que eu ando tanto e estando cada vez mais perto de não chegar a lugar nenhum.
Outro diriam que eu não mereço andar tanto ou que devia andar para sempre.
Eu não sei bem o que mereço, mas sei exatamente o que eu quero.
E se meus dias se tornarem uma jornada sem fim, que eu nunca chegue em primeiro lugar.
Eu vou continuar me lembrando porque eu corro.

Para alguns para sempre pode durar um segundo, uma caminhada.
Para mim para sempre funciona mais como uma maratona em loop infinito.

domingo, 14 de abril de 2013

Furacão



Nas minúcias de tristezas do presente, talvez seja importante as vezes fechar os olhos e pensar apenas no passado.
Em um passado de sofrimento, mas também de alegrias.  
Ambos trazidos pelo tempo.
Como um vento ele traz e leva um furacão de acontecimentos continuamente.

Mas nós meros mortais, somos inquietos e imediatalistas.
Possessos de impaciência gritaremos aos quatro ventos.
Juras de suicídio e gritos de injúrias.
Você pode se estressar, negar, se destruir ou desistir.  
Mas não existe ventilador na Terra para os calores do coração.
A vida não tem segredo, Shakespeare que me perdoe, mas é tudo como uma tarde de verão.


Os dias de brisas calmas você aproveita o mar, se joga nas ondas;
Deixa a pele bronzear ao sol sem restrição.
Os dias de rajadas apressadas você só observa as ondas tormentas e senta na areia;
Deixa o vento embaraçar o cabelo, escorrer mais rápido as lágrimas.
Dentre os dois só permanece o cheiro da maresia, sua certeza de sol em um dia seguinte.
Ou seguinte, ou seguinte, ou seguinte...
Porém um dia ele chega.

Não cabe a mim constatar se é justo.
Sei que é sincero, sincero com certeza.
E o que é sincero volta.
Volta depois de tempo.
Volta depois de vento e chuva.
Mas volta.

Se nas tardes de forte ventania você tiver medo do vento.
Feche os olhos pense no passado.
Nos dias de sol.
Cante sua música favorita.
Dance algo sem sentindo.
Sonhe no furacão.

Qualquer coisa é melhor que tristeza. 

terça-feira, 9 de abril de 2013

Portal do Instante

Não sei se para todos funciona do mesmo jeito, apesar de que nos últimos tempos tenho notado que é mais frequente do que imaginava. Talvez mude o jeito, o tempo, a necessidade, mas essa saída deve existir alguma hora para todo mundo.
Algum dia você acorda e a realidade não é mais um lugar tão pacífico e confortável para estar, então você tenta não fazer mais parte dela, não pra sempre, mas por um momento que seja, um instante que você pode sentir que encontrou plenitude em tudo que sonhava, queria e sentia.  
Na minha busca desenfreada por entender o comportamento de tudo e todos, eu vi amigos fazendo isso das formas mais variadas possíveis, conscientes do que estavam fazendo e não. Mas considero o mais peculiar de tudo isso, uma das minhas forma de lidar com isso. Eu converso com muita gente e sinceramente nunca ninguém me comentou algo do tipo, talvez seja algo muito pessoal para ser compartilhado ou até taxado de ridículo para admitirem assim. Sei lá vai ver só não pensem à respeito.
Sabe quando a gente é pequeno? Sonhamos coisas que estão muito além da realidade, não falo brinquedos caros, ou parque temáticos que ainda não existem. Falo de bruxas, dragões, viagens no tempo, extraterrestres e telecinese. Acho que o normal ou para encontrar um termo mais exato o “esperado” era o tempo passar você ter noção que a realidade é um pouco diferente de tudo isso e só sonhar com seu casamento, fama, empregos do sonhos e anseios do tipo, passíveis de realização no mundo real.
 Mas eu não consigo, claro que assim como outras pessoas me apoio em inúmeras coisas pra aliviar a vida e que também sonho coisas mais simples, mas é constante desde pequeno e não parou até hoje arquitetar uma vida de reinados imaginários com poderes mágicos.  Minha cabeça não para, nem preciso está triste, só preciso de uma música, uma foto, um filme, as vezes não preciso de nada além de mim mesmo.  
Estranho você ter um mundo tão distante da realidade dentro de si mesmo, não sei se isso acontece porque nunca cresci, se meu cérebro veio com defeito ou se sou tão descontente das inúmeras decepções do mundo real que só algo impossível para todos que vivem nele poderiam me fazer suportar vive-lo.
Engraçado que a maioria dos textos que escrevi buscavam uma conclusão uma resposta, esse me contento só com as perguntas.

Meu mundo é real pra mim e isso me basta. 

terça-feira, 2 de abril de 2013

Sombras


A gente se encontra, um dia desses sobre uma sombra qualquer.
Em uma noite daquelas de pouca luz, para nós enxergarmos melhor.
Quem sabe com sorte consiga ver tudo que o brilho do sol ofuscou.
Por ego, reflexo ou ilusão. 
Sabe, coisa de pele, alma e coração.



Luzes apagadas em um constante diálogo silencioso.
O benefício de poder dizer tudo, sem pronunciar uma palavra. 
Mas é preciso muita coragem para se olhar no espelho.
Para fitar o emparelhado de sonhos, sentimentos e erros que definem você mesmo.



Não importa tanto o que você diga.
Importa mais o que você enxergue.
Pouco importa o que você faça.
Muito mais que você saiba.
Saiba entre palavras, planos, sentimentos, erros e defeitos.
Quem você é.
E o que você quer.
Mesmo que seja só pra você sozinho...
No escuro.



quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Eu sou Mau


Minha vida sempre foi feita de sonhos e a eterna tentativa de realiza-los, eu nunca pensei que depois de realizar coisas que eu tanto sonhava, ainda ia ter a ingratidão de sentir falta de algo.
Acontece de a gente sofrer por não entender algo da vida. Acontece da gente errar por não saber como as coisas funcionam.
Mas sabe chega um dia que a vida perde o mistério da inocência, a gente sabe o que é certo e o que é errado, mesmo quando não existe certo e errado. E quando se erra sabendo o que é errado, você erra matando parte de tudo de bom que existe em você. Porém mesmo sendo algo que te consuma, por mais que seja dolorido ainda não se compara ao peso de destruir alguém, mexer com a vida de pessoas, é mexer com ordem natural de todo universo.
A consequência da vida social é esse caos cotidiano de erros e alguns acertos, meus, nossos chamado vida moderna. Se todos assumissem sua culpa e lutasse para ser algo melhor nosso caos podia ser menos caótico. Ou não.
Eu não sei como consertar o mundo, mas ainda posso tentar consertar o meu, ou das pessoas que amo.

Eu vivi uma vida de sonhos e por um momento esqueci de ser uma boa pessoa na vida real.
Eu cometi erros.
Machuquei pessoas.
Decepcionei tantas outras, tudo isso sonhando que podia ser uma boa pessoa, mas a vida não é um sonho.
Hoje sou visto como alguém mau mesmo minha vida toda tendo sonhado com o bem.
Eu errei.
Machuquei.
Chorei.
Sofri e fiz sofrer.
A bondade é uma questão de escolha, talvez a forma mais sincera de amor. A maldade é pura resistência. 
Doí demais errar desse jeito. É necessário dor para mudar as coisas, mas ela sozinha pode criar algo?
Vivendo em mundo criado do caos e mantido no mesmo. Eu só posso aceitar que existe algo de bom na maldade.