Nas minúcias de tristezas do presente, talvez seja
importante as vezes fechar os olhos e pensar apenas no passado.
Em um passado de sofrimento, mas também de alegrias.
Ambos trazidos pelo tempo.
Como um vento ele traz e leva um furacão de acontecimentos
continuamente.
Mas nós meros mortais, somos inquietos e imediatalistas.
Possessos de impaciência gritaremos aos quatro ventos.
Juras de suicídio e gritos de injúrias.
Você pode se estressar, negar, se destruir ou desistir.
Mas não existe ventilador na Terra para os calores do coração.
A vida não tem segredo, Shakespeare que me perdoe, mas é tudo como uma tarde de verão.
Os dias de brisas calmas você aproveita o mar, se joga nas
ondas;
Deixa a pele bronzear ao sol sem restrição.
Os dias de rajadas apressadas você só observa as ondas
tormentas e senta na areia;
Deixa o vento embaraçar o cabelo, escorrer mais rápido as lágrimas.
Dentre os dois só permanece o cheiro da maresia, sua certeza
de sol em um dia seguinte.
Ou seguinte, ou seguinte, ou seguinte...
Porém um dia ele chega.
Não cabe a mim constatar se é justo.
Sei que é sincero, sincero com certeza.
E o que é sincero volta.
Volta depois de tempo.
Volta depois de vento e chuva.
Mas volta.
Se nas tardes de forte ventania você tiver medo do vento.
Feche os olhos pense no passado.
Nos dias de sol.
Cante sua música favorita.
Dance algo sem sentindo.
Sonhe no furacão.
Qualquer coisa é melhor que tristeza.


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