A certeza que o fim chegaria nunca tornou as coisas mais fáceis
Só serviu pra deixar mais intensa a tortura dos segundos
E mais intenso o segundos da tortura
Cada despedida ficou mais dramática
Cada briga mais emblemática
Em vão contra o tempo ele lutou
Além do possível ele acreditou
Mas realidade consumiu as flores
Queimou os sonhos
Incinerou tudo até restar só cinzas
Então ele compreendeu
Que não adiantava gritar
Lutar ou chorar
As coisas são como devem ser
Nem boas nem ruins...
... Apenas são
O final feliz é só mais um ponto de vista mal interpretado
Estranho na frente do espelho
Preso em suas idéias
Sentia-se cada vez mais solitário
na presença dos seus amigos vazios
Com palavras ainda mais vazias
Amigos..
Mais um termo fático de caráter
Meramente interpretativo
Porque não dizer conhecidos físicos
Ou mais uma vez cinzas.
Ignorado
Relutado
Exilado de si próprio
Essa perseguição intelectual de tentar compreender
O valor das coisas o definhava, o destruía
Até que um dia exausto de tentar
De ver e de pensar
Apenas se jogou de cabeça no jardim a queimar
Não porque tinha cansado de fugir, de sofrer e de correr
Mas porque tem coisas que apenas devem ser feitas
Não há muito o que fazer
Não há muito o que pensar
Tudo são cinzas.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Um comentário:
"porque não dizer conhecidos físicos
ou mais uma vez cinzas."
HAAAAAA. você é um arteiro mesmo Jhonatas! Parabéns... esse texto ficou incrível! *-* Você tem o dom! ;)
Postar um comentário