sexta-feira, 14 de maio de 2010

R. I. P.

Com o tempo somos levados a acreditar que as pessoas apreciam a face crua da honestidade, a sinceridade nua e direta ou como alguns preferem dizer por ai nada mais que a verdade.
Porém a verdade doí em nem todos estão preparados para ela ou pelo menos para todas elas.
Então simplesmente mentimos, fingimos, fazemos da hipocrisia a mais perfeita pratica da diplomacia, envolvendo o que somos de verdade se não em mentiras em atenuações de nos mesmos, versões simplificadas pouco sinceras mais bem agradáveis de forma geral.
Tão geral a um ponto de não representar nem um pedaço do que somos de verdade. Então nos sentimos vazios, sem essência ou para os mais românticos sem alma.
É triste. Porém nem tudo está perdido, descobri com o tempo que sempre haverá aquelas pessoas que rompem a barreira do generalizado, pessoas que você vai olhar e vê mais que verdade nos olhos, vai vê um pouco de sua essência, um pouco da sua alma.
A confiança é um processo magico de creditar um pedaço da sua alma nas mãos de outra pessoa. E quando você vai fazendo isso mais e mais isso vira amizade “uma única alma habitando dois corpos” (Aristóteles).
O maior trunfo de ter um amigo é confiar nele e saber que alguma pessoa nesse mundo confia em você e que aceitara ti vê e ouvir você sem restrições. Desfrutar da versão sem cortes, da versão completa e não ficar completamente assustado. Alguém que goste de quem você é.
Talvez uma das maiores decepções desse mundo seja vê que não acreditam em você. Porque a maior delas é que com certeza perceber que um amigo não acredita em você.
Você se sente péssimo, mas no fim sabe que não foi sua culpa por mais que o marketing ensine que somos culpados pela imagem que passamos às pessoas as vezes elas mesmas tem uma visão limitada da realidade.
Mas isso não o fim do mundo porque pode acontecer uma vez e as coisas voltarem a ser como antes. Afinal de contas estamos falando de uma alma inteira dividida. Misturada.
Mas ai você espera um pedido de desculpas ele não vem.
Vou espera um alô e ele não chega.
Você pensa ir atrás, mas não faz sentido a ultima coisa que ouviu ou eu pelo menos sentiu era que não acreditavam em você. E quando não se tem mais confiança não se tem mais nada.
Mesmo assim você joga palavras ao vento.
Você grita. Você luta. Você faz o possível. Mas percebe que sua presença não faz tanta diferença como antes.
Então Simplesmente um pedaço da sua alma morre. Vai embora. E você vai tentando viver aos poucos.
E tudo que você sonhou, tudo que você planejou se perdeu. Nada faz mais sentido, a não ser o que eu já foi. Resta torcer para o que foi tenha sido bom o bastante para que você possa olhar pra trás e dizer que valeu a pena.
Se não resta só uma alma morta aos poucos.
R.I.P.

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